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V.10 | N.1 | 2025

ANÁLISE DE PERFIS DE MANCHAS DE SANGUE: COMO FUNCIONA, PARA QUE SERVE E POR QUE DEVEMOS SABER MAIS A RESPEITO

Antonio Augusto Canelas Neto
Departamento de Polícia Federal, Setor Técnico Científico, Belém, PA, Brasil

RESUMO
A Análise de Perfis de Manchas de Sangue (APMS) consiste na interpretação sistemática de manchas de sangue em superfícies, por meio da qual, a partir do tamanho, da forma e da distribuição das manchas, é possível inferir parâmetros da dinâmica criminosa. Essa interpretação contribui para o direcionamento efetivo de hipóteses investigativas, bem como para a seleção de vestígios biológicos e físicos relevantes. Trata-se de uma técnica com mais de um século de história e que atualmente conta com diversas normatizações internacionais. O potencial desta técnica ocorre pela combinação de 16 ou mais mecanismos de geração que, associados entre si, podem levar a mais de 100 tipos de possibilidades interpretativas na cena de crime. Além da APMS, o sangue também é um vestígio que viabiliza reconhecimento e busca in loco por meio de testes presuntivos e de ferramentas de busca e revelação, o que não ocorre com frequência com outros vestígios biológicos. É, além de tudo, um vestígio sensível à extração de perfil genético somado a uma expressiva presença em cenas de crimes e acidentes. No Brasil, mesmo diante desta evidência, a falta de conhecimento, disseminação e ações para utilização do potencial da APMS indica um atraso técnico científico comparando-se com países mais desenvolvidos. Para mudar este cenário, acredita-se ser necessário maior divulgação do método, além da criação de planos estratégicos para seu escalonamento nas academias de polícia. Este artigo teve como objetivo uma revisão das potencialidades da APMS considerando a relevante presença do vestígio sangue em locais de crime, sugerindo a implementação de treinamentos massivos nas polícias técnico-científicas visando promover padronização de metodologias desta técnica em todo o país.

PALAVRAS-CHAVE: Manchas de sangue. Local de crime. Ciências forenses.


DOI: https://doi.org/10.51147/rcml098.2025


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